Congresso Nacional dos Farmacêuticos Flávio Monteiro, 15nov2012
Atendendo à actual crise económica, financeira e social em que Portugal está mergulhado e que tem afectado dramaticamente o Sector Farmacêutico torna-se urgente a discussão dos principais temas da área que, directa ou indirectamente, condicionarão o nosso futuro enquanto agentes de saúde pública e população activa na vertente Farmacêutica.
Neste sentido, a Ordem dos Farmacêuticos organizou o Congresso Nacional dos Farmacêuticos nos passados dias 2,3 e 4 de Novembro, no Centro de Congressos de Lisboa. Sob o tema: Mais Intervenção na Sociedade, Melhor Saúde” este congresso permitiu uma reflexão sobre o sistema de saúde português e a relevância da intervenção profissional dos farmacêuticos portugueses ao serviço dos doentes e dos cidadãos em geral. De facto, não podemos esquecer que as mais recentes medidas do Governo terão, em última análise, uma implicação drástica na desestabilização da assistência farmacêutica à população portuguesa, algo indesejável quando a saúde do doente está sempre em primeiro lugar.
Ao longo dos três dias, vários oradores de renome, nacionais e internacionais, abordaram várias questões inerentes ao tema do congresso: acto farmacêutico na sociedade, méritos da intervenção do farmacêutico no sistema de saúde, efectividade da intervenção farmacêutica, ganhos e gastos em saúde, ensino farmacêutico, ética e deontologia e discussão da política de saúde e do medicamento. Não esquecendo toda a multivalência da profissão farmacêutica, foram ainda realizadas várias sessões paralelas abrangendo as áreas da farmácia comunitária, farmácia hospitalar, distribuição grossista, indústria farmacêutica, análises clinicas, assuntos regulamentares, marketing farmacêutico e análises toxicológicas, bromatológicas, hidrológicas e ambientais.
Considero que este congresso foi muito pertinente atendendo ao actual paradigma da profissão farmacêutica. Houve em todo o momento espaço para, tanto os farmacêuticos, como os estudantes de Ciências Farmacêuticas, tirarem as suas dúvidas e ouvirem opiniões encorajadoras para enfrentar os tempos austeros que se adivinham.
Porque só com o nosso contributo pessoal é que defenderemos a profissão farmacêutica e a saúde dos portugueses.


