criativo
DURA PRAXIS, SED PRAXIS
Bernardo Rodrigues
«A tua mãe é um homem!». Enquanto a frase ainda ecoava nos meus ouvidos, olhei em frente e eis que me deparo com uma azáfama de pessoas a correr de um lado para o outro. O preto das capas esvoaçantes contrastava com o verde da relva que tão bem conhecemos hoje o cheiro, tal foi a quantidade de tempo lá despendido. Tentei alcançar a porta que tantas vezes viria a fazer parte do meu futuro quotidiano sem ser visto. No entanto, logo vieram ter comigo e foi entre «olhos no chão!», «de quatro, já!» e muitos outros gritos que a recepção aos paraquedistas foi feita e o seu percurso na vida académica iniciada.

Google: português de Portugal
Beatriz Queiroz
Para todos aqueles que não sabem se sabem escrever
Na tentativa de entrar para a pharmacevtica, dirigi-me à associação DOS estudantes, na qual, me foi explicado que teria de enviar dois textos, um de carácter livre e o outro com base num tema farmacêutico, para um mail. A onda sonora que chega aos meus ouvidos reflecte direCtorph@aefful.pt mas, e se é diretorph@aefful.pt? Instala-se, então, a dúvida. Talvez tenha encontrado o tema para o meu primeiro texto…
Dar asas à imaginação de cada um.
Sobre Curiosidade
Teresa Dominguez
Diz-se que a maior qualidade da raça humana é, a par de amar, a sua capacidade de procurar conhecimento, de alcançar o inatingível e de esticar os limites do que é o senso-comum. A esta capacidade chama-se curiosidade. E esta, aliada a um pouco de loucura e imaginação, é sabido que leva cada um ao seu melhor, seja a nível académico (quem não sabe de um inventor/físico/biólogo que no seu tempo não tenha sabido explicar algo que imaginava e que se desenrolava à sua frente, e que anos mais tarde com uso de tecnologias, veio a ser desvendado) ou a nível pessoal (a primeira etapa de uma relação é imaginar como seríamos com determinada pessoa, sendo que essa curiosidade pode ou não ser satisfeita…).
sobreVIVER
Flávio Monteiro
Muitas vezes inquietamo-nos sobre o facto de existirmos, de qual o nosso verdadeiro papel nesta vida, de que forma queremos viver as vicissitudes circundantes.
A verdade é que me encontro neste momento sem saber muito bem o que quero. Não sinto o tempo lá fora, não sinto o tempo cá dentro. Algo passa por mim e deixa mossa.
Será que estou a viver ou sobreviver?
O Boato
Catarina Nobre
Boato: s.m. notícia anónima que corre publicamente; atordoada, balela, rumores.
Notícia anónima? Isso é discutível… Então, partindo do pressuposto que estamos a comentar um acontecimento, possivelmente “acrescentando um ponto” – que passa de boca em boca – e tendo em conta que cada uma dessas bocas obedece a uma determinada entidade racional… Talvez o anonimato seja referente à fonte primária, mas mesmo assim… Adiante.
Escrevo
Nem sempre escrevo, assim como nem sempre leio, ou penso, ou sinto. Felizmente, escrevo quando penso e às vezes quando sinto. Pode ser mau, pode ser bom, o importante é que escrevo. Sem palavra caras, que saem baratas por terem como única funcionalidade romper a barreira do banal. Escrevo porque preciso de escrever, sem interessar se é bom ou mau.






