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Sobre Curiosidade Teresa Dominguez

Diz-se que a maior qualidade da raça humana é, a par de amar, a sua capacidade de procurar conhecimento, de alcançar o inatingível e de esticar os limites do que é o senso-comum. A esta capacidade chama-se curiosidade. E esta, aliada a um pouco de loucura e imaginação, é sabido que leva cada um ao seu melhor, seja a nível académico (quem não sabe de um inventor/físico/biólogo que no seu tempo não tenha sabido explicar algo que imaginava e que se desenrolava à sua frente, e que anos mais tarde com uso de tecnologias, veio a ser desvendado) ou a nível pessoal (a primeira etapa de uma relação é imaginar como seríamos com determinada pessoa, sendo que essa curiosidade pode ou não ser satisfeita…).

Trocando por miúdos, é aquilo que leva pesssoas a testar se uma cadeira sobrevive a uma queda de uma varanda, ou aquilo que, mais primariamente, leva duas pessoas a começar uma conversa e a gerar um interesse mútuo. Após esta curiosidade, qual combustível à espera de faísca, basta um olhar – ou uns copos a mais no caso da cadeira – para que a curiosidade dê lugar à acção, à satisfação, àquela completude que apenas se sente quando o limite do que era possível sobrepõe a fronteira do que não se imaginava concretizável.


Assim, e porque não seria possível fugir a este assunto quando abordando o tema da curiosidade, impõe-se uma última ressalva: as consequências da satisfação da curiosidade quando se entra num campo privado alheio. Como explicado antes, a curiosidade aliada à imaginação pode esticar os limites, sejam esses respeitáveis ou não, mas cabe a cada um decidir, com base no seu senso-comum (e só isto daria para outro texto de considerações), o que fazer com a informação que descobre…

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