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Google: português de Portugal

Para todos aqueles que não sabem se sabem escrever


Na tentativa de entrar para a pharmacevtica, dirigi-me à associação DOS estudantes, na qual, me foi explicado que teria de enviar dois textos, um de carácter livre e o outro com base num tema farmacêutico, para um mail. A onda sonora que chega aos meus ouvidos reflecte direCtorph@aefful.pt mas, e se é diretorph@aefful.pt? Instala-se, então, a dúvida. Talvez tenha encontrado o tema para o meu primeiro texto…


“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Mudam-se os tempos, muda-se a língua!
Somos uma nação valente e imortal nesta “Ocidental praia Lusitana”, dividimos o mundo em dois reinos, ultrapassámos cabos, vencemos adamastores, glorificámos heróis do mar e fracassámos. Sim, tentámos mudar o mundo, mas o mundo acabou por mudar a nossa língua. Deixámo-nos à margem dos ventos, das correntes, das vitórias. Onde se encontra o erro neste ATO?
Já não se fala das grandes conquistas portuguesas, agora tudo o que os portugueses foram, são e poderão ser resume-se a uma só palavra: crise, com iva incluído.


A RTP1, o “nosso” canal, o canal em que impera a modernidade, no qual os ATORES ATUAM em DIRETO, em que, PELO sim PELO não, arranca uma teoria, não por erguer sentido, mas por ser ATUAL! Gostaria de destacar o facto, ou fato de não poder distinguir pelo de pêlo, porque agora todos estes se converteram a pelos, o que, na minha opinião, pode levar ao desemprego de muitas esteticistas. Continuando com as contra-informações da televisão… Recordem comigo o anúncio em que a Júlia Pinheiro aparece ao lado de um iogurte milagroso que cura a “sensação de barriga inchada”. Será que nos referimos ao iogurte ACTIVIA ou ATIVIA? Estou com aquela “sensação de baralhada”. Falamos dos problemas do Egito, e não do Egipto, então e o português? Então e Portugal? Nem tudo o que é nacional é bom! Parece que mudou a CONCEÇÃO e a ADOÇÃO, mas mantém-se a corruPção, um tanto ou quanto irónico na minha perspectiva.


Trazendo para este texto um exemplo mais concreto deste novo acordo, vou pedir que reflictam sobre o facto, ou fato, dos livros científico se encontrarem em português do Brasil. Afinal, aquelas palavras, que outrora não faziam sentido, hoje, são o português.


Até para o meu computador tem sido dura a adaptação às novas palavras. Enquanto as escrevia, ele insistiu em sublinhá-las a vermelho, mas, isso, já pouco lhe vale.


A mim, podem tentar tirar-me a língua, mas nunca me hão-de conseguir tirar a voz.
1. Se já tinha pensado nisto, avance para a casa sete
2. Se, esporadicamente, já deu por si a ter dúvidas com a letra C, avance para a casa 7
3. Se, alguma vez, já teve que levantar a caneta, para pensar se a tal a palavra tinha P ou não, avance para a casa 7
4. Se lhe faz confusão já não se escrever mini-saia, mas sim minissaia, avance para a casa 7
5. Se o facto de janeiro já não se iniciar com letra maiúscula o baralha, avance para a casa 7
6. Se, durante uma aula de química orgânica, já se apercebeu que não se escreve mais reaCção química, mas sim, reação química, avance para a casa 7
7. Para nós estudantes de Farmácia, só há um remédio: pela pátria lutar, contra o novo acordo ortográfico marchar, marchar!

Beatriz Queiroz, com todas as letras

Beatriz Queiroz, 1nov12

pharmacevtica | Associação dos Estudantes da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa | publisherph@aefful.pt



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